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18/5/2018
Restaurantes e condomínios são os mais atingidos com aumento de 7% do GLP
Os empresários do setor de bares e restaurante não conseguem absorver mais nenhum aumento no custo de produção

Com reajuste de preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) – Industrial, de 7,1% pela Petrobrás, restaurantes, bares e condomínios residenciais serão os mais afetados. O aumento, que passa a valer a partir de terça (8), vai começar a surtir efeito para o consumidor final a partir da próxima semana, quando ficará mais caro se alimentar fora de casa ou manter o custo do gás que é distribuído aos condomínios horizontais e verticais.

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás GLP do Centro-Oeste em Mato Grosso (Sinergás-MT), Alan Rener Tavares, explica que um condomínio de 25 andares, por exemplo, consome em média uma tonelada de gás GLP por mês, sendo que a cotação do kg de GLP industrial está custando em média R$ 7 ao consumidor final. Com o reajuste de 7,1%, o preço do kg do GLP vai a R$ 7,5, ou seja, uma tonelada de gás que custava em média R$ 7 mil por mês, passará a R$ 7,5 mil.

Já o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Mato Grosso (Abrasel-MT), Fernando Medeiros, afirma que com o reajuste do gás GLP ficará mais caro se alimentar fora de casa a partir da próxima semana, quando o aumento do custo no gás deverá ser repassado ao consumidor.

De acordo com Fernando, os empresários do setor de bares e restaurante não conseguem absorver mais nenhum aumento no custo de produção, isso porque hoje a média da margem de lucro está em 8%, 10 pontos percentuais abaixo da margem que existia antes da crise econômica, que era de 18%. Em Mato Grosso existem cerca de 10 mil bares e restaurantes, que geram quase 70 mil empregos diretos, sendo o maior setor gerador de vagas formais no Estado.

Por sua vez, o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, diz que o reajuste do GLP industrial não vai afetar os custos de produção das indústrias mato-grossenses, isso porque o gás utilizado pelo setor é o gás natural (GNV), que é importado da Bolívia, e que custa um terço do GLP - produzido do petróleo e distribuído no Brasil pela Petrobrás.

O último reajuste de GLP ocorreu em 27 de março, quando houve aumento de 4,6% sobre o gás industrial, que inclui o P45, que é o fraco com 45kg, com preço médio no mercado em R$ 320 em Cuiabá, e que deverá chegar a R$ 330 com o novo aumento. O reajuste também vai alterar os preços do P90 ou a granel, que é vendido em cargas que variam entre 9 mil e 15 mil/kg, cujo valor em Mato Grosso se situa em R$ 7/kg, e que chegará a R$ 7,5/Kg.

Em 2017, foi comercializado de 9,75 mil de toneladas de GLP P13 em Mato Grosso, enquanto que de GLP empresarial foi comercializado 2,925 mil toneladas, representando 30% do total comercializado de P13.

 



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