Untitled Document
Voltar para a Home...   terça-feira, 18 de setembro de 2018
Siga-nos no Twitter...
Voltar para a Home...

Artigos
PÁRA-RAIOS

Raios podem causar muitos acidentes, proteja-se
A principal e mais importante complicação é que a edificação sem o sistema de para-raios, ou que esteja sem manutenção anual, está colocando em risco a vida das pessoas que moram, trabalham ou circulam no condomínio.

De jeito algum podemos contar com a sorte. A falta de proteção contra descargas atmosféricas pode trazer consequências trágicas aos condomínios ou mesmo aos que estão próximo de prédios e construções. 
A incidência de raios neste período do ano é muito grande em boa parte do país, pois quando a chuva cai, ela vem carregada. 
A principal e mais importante complicação é que a edificação sem o sistema de para-raios, ou que esteja sem manutenção anual, está colocando em risco a vida das pessoas que moram, trabalham ou circulam no condomínio em decorrência da queda de raios. Além disso, o equipamento protege a estrutura da edificação.
Para regularizar a situação do imóvel, o síndico precisa contratar uma empresa especializada, que irá verificar se o condomínio possui ou não o sistema de para-raios. Se houver, será realizada a medição da resistência ôhmica das descidas que escoam as descargas atmosféricas. Será feita também uma avaliação total.
Durante a vistoria, o técnico verifica as condições dos cabos, que devem estar devidamente esticados, as condições do mastro e dos conectores, verificando se não estão oxidados ou quebrados, se as descidas estão com os aterramentos dentro das normas e se são suficientes. Ainda é verificado o funcionamento da luz piloto que identifica a altura do prédio. 
Realizada a manutenção, deve ser emitido um atestado acompanhado da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) assinado pelo engenheiro responsável, e acompanhado da carteira do CREA e comprovante do recolhimento da taxa. Como o atestado deve ser conclusivo, em caso de irregularidades será necessário realizar as obras e, somente após a adequação, será emitido um atestado de conformidade.
A vistoria, assim como a manutenção, deve ser realizada anualmente, especialmente por ser um sistema que fica exposto às condições climáticas e, por isso, há desgastes naturais que precisam ser avaliados. Só assim é possível garantir o perfeito funcionamento e a segurança.
A pior situação que se possa imaginar é a edificação sem o SPDA (Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas) instalado. Entretanto, é comum encontrar prédios sem a manutenção correta. Em alguns casos, o síndico acredita que fez a manutenção anual, porém tem cabeamento com espessura menor que o permitido, sem continuidade de corrente e sem o aterramento correto de massas metálicas na cobertura.
Na hora de contratar uma empresa para realizar a instalação ou manutenção dos para-raios, é muito importante que o síndico verifique se a empresa que faz a manutenção emite o atestado com a ART.
Existem empresas no mercado que emitem apenas um atestado, algumas vezes informando as irregularidades. Mas sem a ART e sem que o sistema esteja totalmente regularizado, este papel não tem validade.
Neste período quente, muitos paulistanos descem à praia onde as normas para instalação e manutenção são as mesmas. Porém, sabemos que no litoral a oxidação é maior devido a maresia. É então recomendada uma manutenção mais frequente. 

DPS
O que muitas pessoas não sabem é que o para-raios não protege os equipamentos eletroeletrônicos (elevadores, interfones, central de alarme, portões eletrônicos, etc.). Para a proteção de equipamentos ligados à rede de alimentação elétrica, nas entradas de edificações, contra surtos elétricos provocados por descargas atmosféricas ou manobras no sistema elétrico, é necessário o DPS (Dispositivo Protetor de Surto), mais conhecido como para-raios de Linha.
Este é um dispositivo dotado de um fusível térmico de corrente, muitas vezes menor que a proteção de entrada (disjuntores/fusíveis), com a finalidade de desconectar o produto antes de entrar em curto. É indicado instalar o DPS nos quadros de distribuição, pois sua carcaça está adaptada para montar em trilhos DIN e proteger os equipamentos ligados a estes quadros.

Verifique as normas: 
• O Decreto Estadual nº 56.819/11 do Corpo de Bombeiros para Proteção Contra Incêndio exige a regularidade do Sistema de Para-Raios.
• A NBR 5419-2005 da ABNT fixa as condições das instalações para que o sistema funcione adequadamente.

Para-raios 
O para-raios funciona em três subsistemas. 

1 - Sistema de Captação: Os captores são elementos destinados a receber a descarga elétrica. Podem ser constituídos pela combinação de diversos materiais metálicos como: mastros, cabos e condutores em malha.

2 - Sistema de Condução: O sistema de condução é composto por cabos de cobre nu ou estruturas metálicas, ligando o sistema de captação ao de aterramento. São os chamados condutores de descida. O número varia de acordo com o nível de proteção. 

3 - Sistema de Aterramento: 
a) Pontual 
Esse arranjo é composto de hastes verticais. É indicado para solos de baixa resistividade e pequenas edificações. Cada condutor de descida é conectado a uma haste vertical, atingindo uma profundidade mínima de cinco metros em relação ao nível do piso.
Ele é eficiente para dispersão do raio, mas requer cuidado quanto às tensões de passo, em locais de grande circulação de pessoas. Caso a contratante decida instalar este modelo, o local deve ter seu fluxo de pedestres reduzido.

b) Malha
Esse tipo de aterramento é constituído de eletrodos em forma de anel. Ou seja, um cabo em volta de todo o perímetro do prédio, formando uma malha fechada. Este cabo deve estar enterrado no solo, a uma profundidade mínima de 0,5 metros em relação ao piso. Cada condutor de descida será interligado ao anel. Esse arranjo é o mais eficiente para dispersão do raio, pois reduz ao mínimo os riscos das tensões de passo. Entretanto, requer um maior investimento. Por tratar-se de um malha fachada, os riscos de danos para os equipamentos elétricos internos são minimizados.
Embora a probabilidade de um raio incidir sobre uma edificação seja pequena, as consequências poderão ser catastróficas caso isso ocorra. Para diminuir os danos e perdas, foram criados níveis de proteção. Eles variam de acordo com o uso das edificações. O nível de proteção é o fator responsável pelo dimensionamento das grandezas de um sistema de para-raios. 

Instalação 
A instalação do para-raios é sempre feita seguindo uma sequência de baixo para cima. Deve ser feito primeiro o aterramento, depois a descida e, finalmente, a captação. Esta é a sequência porque se a captação for feita no início e, neste momento, cair um raio, o mesmo não terá como ser conduzido para o solo pois ainda não existe a descida e tampouco o aterramento.
Os materiais dos SPDA são: cabos de cobre nu, barras de alumínio, suportes isoladores em aço galvanizados a fogo, parafusos com rosca soberba, hastes de aterramento do tipo copperweld, matérias de vedação como silicone, cimento e compostos asfálticos para lajes.


  Untitled Document





Untitled Document

Jornal Sindico News - Editora Santa Luiza Ltda.
Tel: 11 5573-0333 - São Paulo - contato@sindiconews.com.br
© COPYRIGHT 2012 - Todos os direitos reservados
 
1669783 visitas
 
Desenvolvido por