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Voltar para a Home...   sábado, 23 de setembro de 2017
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PREVENÇÃO

Prepare o condomínio para receber as chuvas de verão
No início do ano, as fortes tempestades abriram a época de chuva de verão. Pontos de alagamento foram constatados por toda a cidade de São Paulo. O caos no transito, os prejuízos com inundação e outros fatores desagradáveis deixaram a população com o sinal de alerta ligado. 
Todo ano a prefeitura tenta conter essa onda de prejuízos causados pelo aguaceiro. Mas as áreas extremamente urbanizadas estão sujeitas a tal entrevero. A falta de vegetação, bueiros entupidos e rios poluídos potencializam a força de uma tempestade. Quando a água não tem como seguir seu fluxo normal, ela acaba represada em ruas, avenidas e vilas. 
As inundações são decorrentes do descaso de administrações passadas com o problema. Mas quem sempre fica na linha de fogo é a atual gestão. Mesmo que ela esteja trabalhando para evitar os desastres, pois as obras não são rápidas e devem ser feitas através dos quatro anos de mandato. Normalmente, as promessas ficam só para o tempo de campanha. Quem sofre é o povo, que paga os impostos e tem o direito de viver sem esse tipo de problema. 
Em algumas áreas, existe até risco de morte em épocas de chuva. Não é raro acontecer deslizamentos de terra, desabamento de casas e afogamentos. A vida da população corre sério risco quando caem as temidas chuvas de verão. 
Assim como a prefeitura, que sofre severas críticas quando ocorrem as temidas enchentes, o síndico que não prepara o edifício para essa época do ano também é acusado. 
Essas tempestades são muito perigosas aos edifícios desestruturados. O descaso com impermeabilização, estrutura, sistema de para-raios, e outros tantos itens, não deve existir numa administração decente. O síndico precisa cuidar do prédio durante o decorrer do ano para não se preocupar no verão. 

Impermeabilização
Laje do telhado, jardins, laje térrea, paredes, etc. Em resumo, a parte estrutural de um edifício precisa ser impermeável à passagem de fluídos e vapores. A infiltração pode causar corrosão das armaduras e perda da proteção passiva do concreto. Externamente, estraga a pintura e o revestimento. A umidade permite a proliferação do bolor, prejudicando a saúde dos condôminos. 

O síndico e o zelador devem ficar atentos para alguns sintomas das falhas na impermeabilização:
• No início, a região fica com uma cor amarelada por causa da umidade;
• Podem aparecer trincas;
• Surgem as primeiras gotas;
• Aparecem estalactites por causa dos sais do concreto dissolvidos pela água;
• Surge um amarelo avermelhado devido à ferrugem dos ferros;
• As paredes ficam emboloradas.
• Os ferros da armação ficam expostos. 
A impermeabilização não é tão simples para ser feita por qualquer funcionário do prédio. Ela necessita de serviços complementares, que são executados muito satisfatoriamente por empresas especializadas. 

Fortes tempestades 
Durante as tempestades mais fortes, qualquer peça mal ajustada de uma veneziana pode cair e machucar alguém. Por isso, algumas estruturas precisam estar sempre firmes: 
• Armações das janelas 
• Vidros 
• Antenas de TV 
• Grades de proteção 
• Pastilhas da fachada
• Placas de publicidade
• Telhas
• Para-raios

Ralos e esgoto
Os ralos devem ser mantidos limpos e desobstruídos. Na eventualidade de entupimento, a desobstrução deve ser feita com cuidado para não danificar o reforço executado no local. O entupimento de ralos causa inundação das áreas comuns e o prejuízo financeiro pode ser elevado. No caso de alguma garagem subterrânea ficar inundada, muitos moradores poderão perder seus automóveis. 
O síndico deve orientar os moradores por meio de avisos sobre os riscos de lançar dejetos pelo ralo. O esgoto do condomínio pode ficar deteriorado, comprometendo todo o sistema de evacuação do prédio. 
Se cair uma chuva forte num condomínio que tenha o esgoto totalmente entupido, pode acontecer o transbordamento e refluxo de água e dejetos. Além dos cuidados dos condôminos, o síndico tem por obrigação garantir uma manutenção periódica e profissional do sistema de esgoto. 

Para-raios
Nas chuvas de verão, a água vem acompanhada de uma força letal: os raios. Para não expor o edifício e os moradores ao perigo, o síndico deve se certificar que o sistema de para-raios esteja em ordem. 
O leigo pode cair no erro de verificar somente o estado do sistema de captação. Isso é importante, mas não o suficiente, pois os três subsistemas são essenciais para o funcionamento do para-raios.
Todo o sistema tem que estar bem fixado para que pedaços não caiam do edifício. 

Antenas de TV
As antenas de televisão são potencialmente propícias a receberem raios durante tempestades, por causa de sua localização. A imensa maioria delas fica na parte mais alta dos prédios. Por isso, elas precisam estar ligadas ao para-raios, evitando acidentes perigosos. 

Lâmpadas
Todas as lâmpadas do condomínio precisam estar em perfeito funcionamento o ano todo. Para isso acontecer, uma checagem periódica deve ser feita. A iluminação de emergência, bem como as baterias, são fundamentais durante a falta de energia causada por algum estouro de gerador, durante fortes chuvas. 

Calhas
Calhas entupidas podem transbordar e molhar áreas impróprias. A manutenção de todo o sistema de escoamento da água da chuva deve estar em dia. É comum o encanamento estar com folhas, insetos e poeira. A limpeza desses tubos é imprescindível. 

Árvores
Árvores podres e infestadas de cupim também são perigosas, pois são derrubadas com facilidade pelos vendavais. Condomínios que tenham vegetação de grande porte precisam estar sempre atentos com os troncos e galhos maiores. 

O para-raios funciona em 3 subsistemas
1 - Sistema de Captação: Os captores são elementos destinados a receber a descarga elétrica. Podem ser constituídos pela combinação de diversos materiais metálicos como: mastros, cabos e condutores em malha.
2 - Sistema de Condução: O sistema de condução é composto por cabos de cobre nu ou estruturas metálicas, ligando o sistema de captação ao de aterramento. São os chamados condutores de descida. 
3 - Sistema de Aterramento: ele pode ser Pontual, composto de hastes verticais. É indicado para solos de baixa resistividade e pequenas edificações; ou Malha, que é constituído de eletrodos em formas de anéis. 

CUIDADO
As fortes tempestades podem ser perigosas aos condôminos ou danosas às suas residências. Por essa razão, o síndico deve colocar no quadro de avisos uma lista de cuidados que cada morador deve seguir em dias de chuva. 

• Evitar correr em áreas molhadas
• Não entrar com o carro em garagens inundadas
• Não se desesperar no caso de ficar preso no elevador
• Tirar os vasos que ficam pendurados nas sacadas
• Não ficar perto da janela
• Não permanecer na sacada durante chuvas fortes
• Não entrar na piscina quando houver relâmpagos
• Não permanecer nas quadras
• Não jogar bola durante tempestades com raios
• Fechar bem as janelas antes de sair
• Descer de escada no caso da luz estar oscilando
• Não se enfurecer com funcionários em caso de falta de luz

REAPROVEITAMENTO DE ÁGUA
O lado bom das chuvas de verão é que ajudam a encher os reservatórios de água das grandes cidades. Entretanto, as represas abastecem milhões de pessoas e o nível diminui rapidamente nos meses de estiagem. Uma das soluções para os condomínios, sem esquecer da economia, é a construção de cisternas. Ou seja, reaproveitamento da água de chuva para utilizar em vasos sanitários, irrigação dos jardins e lavagem do piso.
Sistema de reutilização de água da chuva
• A água da chuva cai sobre o telhado e desce pelas calhas;
• No início, a água cai com impurezas e vai para um reservatório de descarte, que tem uma saída para a rede pública de esgotos;
• A água suja enche o reservatório até um certo nível, em que uma boia indica ao sistema quando fechar o primeiro reservatório; a água limpa passa por um filtro e é armazenada nas cisternas.
• A água é bombeada para a caixa d’água e reutilizada. 




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