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Voltar para a Home...   quarta-feira, 20 de setembro de 2017
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PREVENÇÃO

Outono é temporada de prevenir-se contra infestação de cupins
O aparecimento de cupins nesta época do ano é mais comum do que se imagina. Primavera e outono são as estações 
preferidas para o acasalamento de cupins. Especialista explica o que fazer para deter o avanço das infestações.

Prevenir-se contra o ataque de cupins  requer atenção durante todo o ano, mas a chegada do outono sinaliza que os cuidados precisam ser redobrados. É principalmente nesta época, e também na primavera, que os cupins reprodutores deixam as colônias para formarem novos cupinzeiros. 
“O aumento desenfreado das áreas urbanas fez com que algumas espécies de cupim, como o de solo e/ou subterrâneos (Coptotermes Gestroi) e o de madeira (Cryptotermes Brevis), se adaptassem e passassem a viver nas cidades. Como a sua multiplicação é muito rápida e sua fonte de alimentação é a celulose, esses insetos acabam causando enormes prejuízos à população”, avalia Francisco Antonio Theodoro Neto, especialista da Osaka Controle de Pragas e Desentupimento.
Existem mais de duas mil espécies de cupins em todo o mundo. No Brasil, estão catalogadas cerca de 290 espécies. Os mais comuns nas regiões habitadas são os cupins de solo ou subterrâneos e os de madeira seca. O primeiro tipo se instala no solo ou nos vãos estruturais dos imóveis e o segundo forma sua colônia no interior de móveis ou na madeira de sustentação das construções.
Os maiores danos, já conhecidos dos paulistanos, são as quedas de árvores nas vias, a perda de móveis e a infestação de edificações, causando também danos estéticos. “O primeiro sinal de alarme é aquele pozinho formado de grãos duros, amarronzados, que aparecem pelo chão”, revela Theodoro. “Mas, se forem cupins subterrâneos, muitas vezes, uma grande infestação pode estar em curso, pois essa espécie forma ninhos em qualquer ponto da estrutura de um imóvel, incluindo paredes, alicerces e canalizações. Eles podem se locomover por microtúneis em toda a construção. É muito comum o desabamento de telhados causados por cupins”, completa o supervisor técnico da Osaka.
Apesar de não comer concreto, tijolos ou blocos, os cupins escavam túneis nesses materiais para chegar à madeira. Lá, somente o interior é danificado pelo inseto, que deixa uma casca na superfície de tacos, portas, rodapés, fundos de armário. Os ninhos são construídos em locais escuros e úmidos, podendo estar a uma distância de até 200 metros longe do ataques. É possível que ocorram até em andares mais altos dos edifícios e que infestem toda a estrutura do condomínio. ”Por isso, recomendamos que, além de tratar o apartamento infestado, o síndico faça  uma inspeção periódica em todas as áreas do prédio, para evitar surpresas desagradáveis aos condôminos”, aconselha Francisco Theodoro.
Como a infestação por cupins ocorre de dentro para fora nas madeiras e espaços vazios, para avaliar a extensão da área danificada e melhor forma de combate, a solução é procurar os serviços de profissionais e empresas habilitadas para a descupinização e a prevenção de novas infestações. O preço varia de acordo com tamanho da área a ser tratada, grau de infestação e do nível de dificuldade de acesso aos locais para tratamento. 
O trabalho preventivo pode começar até mesmo antes da construção: empresas especializadas podem fazer o tratamento do solo com pesticidas e barreiras químicas. Mas, o cuidado pode ser também durante reformas, mudanças, aquisição do imóvel, e no aparecimento de sinais da presença dos cupins. Vale a pena lembrar que, além do dano material, os resíduos liberados pela mastigação dos cupins podem causar reações alérgicas e problemas respiratórios como asma e bronquite.


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