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Voltar para a Home...   terça-feira, 21 de novembro de 2017
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COMPORTAMENTO

O desejado sossego durante as férias escolares
Férias, barulho, tormento, gritaria e criançada correndo. Condomínios sem regras bastante definidas, as férias escolares só trazem problemas
Férias, barulho, tormento, gritaria e criançada correndo. Parece até que uma palavra chama a outra. Pois é, em condomínios sem regras bastante definidas, as férias escolares só trazem problemas. Neste período, que deveria ser de descanso, o sossego condominial é posto em xeque, surgindo as terríveis reclamações dos condôminos.
As reclamações costumam vir de pessoas que não têm filhos. Não são apenas as crianças que aproveitam as férias nos meses de dezembro e janeiro. Muitos adultos aproveitam o verão para descansar e viajam, mas um bom número fica em casa. Para estes que preferem o conforto do lar, a última coisa que lhes passa na mente é ter dor de cabeça com crianças.
O síndico precisa pensar logo em soluções satisfatórias tanto às crianças quanto aos adultos. Autoritarismo e displicência acabarão desagradando algum dos lados. Portanto, o gerente condominial deve ter bom senso em suas decisões, pensando que este é mais um assunto administrativo, dentre outros tantos que está acostumado a lidar no dia-a-dia.
Para evitar reclamações desnecessárias, coloque no quadro de avisos o horário permitido estabelecido na Convenção e no Regulamento do prédio. O período das brincadeiras costuma ir das 9h às 22h.

O 1o andar
Os mais incomodados com o barulho das crianças são os moradores do primeiro andar dos edifícios residenciais. Isto ocorre pelo fator óbvio da maior proximidade do térreo com as janelas dos primeiros apartamentos.
Durante o horário permitido, fica difícil controlar os ânimos. Isso piora se as áreas comuns do condomínio são escassas. Quando o prédio não tem quadras, piscinas, salões de jogos e só possuem um pátio pequeno, as crianças brincam ali mesmo. Neste caso, o síndico pode orientar os pequenos a não praticarem suas atividades bem embaixo da janela do primeiro andar.
É difícil, mas essa distância pode poupar o sossego de muita gente.
Alguns prédios possuem lajes no primeiro andar. Os garotos mais levados costumam procurar aventuras dentro do condomínio. A subida na laje é uma delas. Além de ser algo extremamente perigoso, um menino lá em cima acaba com a privacidade do morador. Essa atitude deve ser proibida e os funcionários precisam estar atentos.
“No meu prédio tem uma laje que rodeia todo o primeiro andar. Quando cai bola lá em cima, os meninos sobem  para pegar. É muito perigoso, mesmo não sendo tão alto. Se alguém cair, pode quebrar a perna, braço ou acontecer algo bem mais grave”, alertou Luciana Alves, moradora de um edifício da Aclimação.
“Tenho uma amiga que mora no primeiro andar e ela odeia quando sobem na laje. Quem está lá em cima, pode ver tudo dentro do apartamento. Se ela não tivesse grade nas janelas, algum bisbilhoteiro já poderia ter até entrado lá”, contou Luciana.

A presença dos amiguinhos
Para a própria segurança do condomínio, os pais que trabalham precisam orientar os porteiros sobre visitas. As crianças só podem receber os amigos com prévia autorização. Essa atitude auxilia o síndico a manter a ordem e a disciplina dentro do edifício. É importante os filhos estarem cientes dessas regras, para evitar os atritos com o porteiro, no caso de algum visitante surpresa aparecer.

Áreas livres
Não basta ser um quartinho qualquer. O condomínio deve dispor do mínimo de estrutura para as crianças. No caso do local ser desagradável, sem ventilação ou sujo, será imediatamente descartado por elas. Por isso, é interessante disponibilizar dois locais, um coberto e um ao ar livre, para que possam ser utilizados durante qualquer condição climática.
O local coberto, utilizado durante dias frios ou chuvosos, pode ser abastecido com jogos, brinquedos das próprias crianças. Se for possível, o condomínio pode adquirir mesas de pebolim ou tênis de mesa.
Uma planilha cuidadosamente montada com rodízio de pais para a supervisão dos meninos e meninas pode ser uma boa idéia. Eles poderão promover atividades como visitas a zoológicos e parques, ou ainda campeonatos de videogames, exibição de filmes. A contratação de um monitor também é interessante. Ele poderá criar as brincadeiras, supervisionar e até dar cursos de pintura e teatro.

Paciência e diálogo
É comum a superproteção dos pais dentro de ambientes como o condomínio. Alguns acham que essa é a melhor forma de demonstrar o amor aos filhos. Outros expõem o afeto dando liberdade total. Com essas crianças é preciso ter cuidado. O síndico deve ter muita paciência e sempre que puder conversar com os pais, demonstrando reprovação quando a criança ou adolescente fizer algo de errado. Tudo isso com muita calma.
Um canal de comunicação eficiente mantido constantemente entre os responsáveis e o síndico é a melhor forma de evitar que as visitas ou conversas sejam vistas como formas de provocação ou repreensão. O contato feito corretamente, cordialmente, com troca de informação, não só quanto a problemas disciplinares, mas para informar sobre eventuais melhorias e pedidos de sugestão, gera um vínculo benéfico para todos.
Essa divisão de tarefas e comprometimento entre pais, filhos e síndico do edifício é o ponto mais importante para conseguir a melhor convivência neste período de férias. A responsabilidade não é apenas dos pais, mas não é inteira do sindico. Essas medidas só melhoram a vida no condomínio e servem também ao longo do ano letivo.
Os pais são os responsáveis por ensinar algumas regras aos filhos, evitando delegar responsabilidades impróprias ao síndico ou zelador.

Elevadores, escadas e garagens

Brincar no elevador é uma das atitudes que não pode ser tolerada em momento algum, pois é um equipamento de precisão, de relativa fragilidade e manutenção cara. O mesmo pode se dizer em relação às escadas. Muitas crianças acabam se machucando gravemente ao transitarem pelas escadas.
A mesma regra deve ser aplicada nas garagens. O movimento dos carros é um perigo e a fumaça dos escapamentos faz muito mal.   



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