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Mais do que embelezamento, um projeto que valoriza o condomínio
Os decoradores ficaram no passado. O designer de interiore é o profissional do momento

Os decoradores ficaram no passado. O designer de interiore é o profissional do momento, que pode valorizar seu imóvel com projetos específicos para as áreas comuns do condomínio. Entrevistar, pesquisar e escrever sobre o assunto é relativamente simples. O difícil foi encontrar uma ótima profissional da área, que também exerce o cargo de síndica. Isso mesmo, Mari Ester Golin, que é designer de interiores, divide sua vida entre seus  grandes projetos e a administração predial.
Reformar um espaço interior não é apenas embelezar o ambiente. Um projeto de design envolve estudos de normas, materiais, iluminação e cores. Com o apoio de um bom profissional, tenha a certeza de que o condomínio ganhará muito. "Pela minha experiência, aqui, neste condomínio e em outros, um projeto de decoração, em primeiro lugar, valoriza seu imóvel", comentou Mari.
Para realizar um bom projeto, é preciso estudar a luminotécnica do espaço." Eu tenho também que avaliar a ergonomia pois, hoje, você precisa seguir as NBRs, obedecendo também as regras para acessibilidade (NBR 9050)", explicou a designer.  " Depois, faço um bom estudo de cor. Se você erra neste momento, colocando um tom muito claro, por exemplo, pode atrapalhar uma pessoa de idade e até causar um acidente", alertou.
Um ambiente remodelado apresenta iluminação correta, uma cor estudada e mobília escolhida por um especialista. Esta composição feita em um hall de entrada é o perfeito cartão de visitas do prédio. Por falar nele, o hall principal é a área mais requisitada pelos clientes para uma mudança visual.
Os salões de festas são a segunda escala de demanda. "Em uma terceira vêm playground, academia e adequação de sala de funcionários", enumerou Mari Golin.
Esta última adequação é muito importante. Muita gente não dá valor ao espaço do funcionário, o qual influencia muito no rendimento durante o expediente. "Eu afirmo isso como síndica, não como designer. É preciso deixar o ambiente o mais profissional possível, com armários adequados, banheiro e chuveiro", explicou. "Eles gostam de tomar banho quando chegam no condomínio.  Eu prefiro ter um funcionário barbeado, de banho tomado e alegre. Antes, não imaginava que isso era tão importante". 
No caso dos salões de festa, a mudança não é só estrutural, mas também de conceito. Os condomínios mais antigos estão os transformando em espaços gourmet. As  pessoas vão até sua casa e querem cozinhar juntas, preparar pratos, drinks. Houve uma mudança de comportamento no que diz respeito a festas e reuniões de amigos.
"Esta é uma tendência comprovada pelo crescimento das faculdades de gastronomia. Você tem que transformar alguns espaços do condomínio para uma maior valorização. É também uma readequação de costumes", complementou a designer de interiores.
Nos espaços infantis, o conceito também está mudando. Antigamente, as crianças brincavam em playgrounds com tanques de areia. Hoje, elas preferem espaços com integração eletrônica, que necessitam de projetos específicos. Não basta utilizar uma área vazia e encher de parafernálias.

Síndicos e seus palpites
"O que eu tenho percebido é que existem os síndicos que querem decidir tudo sozinhos e aqueles mais abertos e interessados. Quando realizo um projeto, antes de partir para a obra, todas as imagens no computador estão aprovadas. A pessoa sabe como vai ficar.  Tem síndico que é bem seguro, que prefere reunir o conselho e pede que eu fale em assembleia, mostre os detalhes".

Preocupação ambiental
Segundo a Designer, Mari Golin, os produtos sustentáveis estão em pauta. "Só se fala nisso no meio. Então, realmente, você percebe os fabricantes de pisos utilizando reflorestamento, a substituição do cal (antes você fazia tudo com gesso, que é poluente. Ele está sendo substituído por outros materiais). Isso é regra para  linha de produtos".
"Na questão de iluminação, estamos passando por uma época de transição. Nós estamos saindo das lâmpadas alógenas e migrando para LED. Até ontem, você fazia os cálculos da luminotécnica do espaço com base nas alógenas. Com LED é diferente", explicou Mari. "No próprio mercado é encontrada uma variedade muito grande de materiais. Tem LED, Super LED. É um momento transitório.

Novidades
Como em diversas áreas profissionais, o designer precisa se atualizar. "Eu frequento, no mínimo, seis feiras por ano. A gente começa com a feira de Milão, em março. O que sai lá é o que vai para o resto do mundo. Depois, temos as do Brasil. A cada ano que passa, só aumenta o número de fornecedores de pisos, revestimentos, materiais em geral. Eu tenho que saber o produto certo para indicar sem erro".
Ainda não chegaram as coleções de 2013, mas no ano passado teve uma entrada muito grande de papel de parede. O brasileiro não tinha essa cultura e começa a gostar desse tipo de revestimento. A fase é contemporânea na parte de mobiliário. Sempre surge  alguma novidade com relação a madeira, mesas, mobiliário com cor ecológica. A qualidade dos produtos está melhorando muito.
"O cliente quer ser surpreendido com alguma coisa nova, que ele nunca viu. Desde uma obra de arte até a linha de porcelanatos", comentou Mari. "Essa gama de produtos cresceu muito. Os porcelanatos chegam ao Brasil em formatos de madeira e com a mesma temperatura. Se você põe o pé, acha que é madeira".

Síndica X Designer
Síndico News -
Há dois anos você é síndica. Como uma designer acabou a frente de um condomínio?
Mari Golin -
Quando mudei para o condomínio, achei estranho pois quase ninguém frequentava as assembleias. Então,  fui conversar com os vizinhos para saber a razão da ausência. Eles diziam que não adiantava ir se a antiga responsável não cumpria o combinado. O desânimo era geral.
Síndico News -
O que você fez?
Mari Golin - Eu montei uma carta e coloquei em baixo da porta de todos os moradores, falando : “eu sou proprietária e acho que este prédio precisa de melhorias. Temos que cuidar do nosso patrimônio”. Com isso, acabei arrumando briga com algumas pessoas que gostavam da antiga síndica.
Mas a maioria me apoiou e me ligou. Todo mundo reclama, mas ninguém quer ser síndico. Eu também não queria. Eu queria que alguém tomasse conta do prédio. Mesmo que fizéssemos uma reunião em grupo ou tivéssemos uma gestão coletiva. Mas disseram que eu era a pessoa certa para o cargo. Acabei conversando com meu marido e aceitei. Hoje, há quase dois anos como síndica, garanto que é necessária uma dedicação especial para realizar um bom trabalho. Síndico News - A responsabilidade é grande...
Mari Golin -
Muito grande. Você responde pelo condomínio civil e criminalmente. É uma extensão da sua casa. Agora eu entendo o síndico de perfil mais fechado. Chega  um ponto que você cria essa característica. É muita cobrança. Síndico News - Como conciliar o trabalho de designer com o de síndica?
Mari Golin - Sou geminiana, em primeiro lugar, e não tenho filhos. Trabalho Home Office como designer de interiores.  Eu me dedico, pelo menos, quatro horas por dia no trabalho de síndica. Assim, dá para cumprir bem os dois papéis.



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