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Voltar para a Home...   domingo, 20 de maio de 2018
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CRIANÇAS

Condomínio alegre com crianças entretidas e supervisionadas
Um ponto crucial é garantir que os funcionários tenham uma relação harmoniosa com todos
Muitos conhecedores da administração dizem que existem quatro palavras iniciadas com a letra C que geram problemas dentro de um condomínio: canos, carros, cães, e crianças. Estamos em outubro, mês dos pequenos, e devemos lembrar que manter um espaço adequado para brincadeiras também é uma forma de mantê-los ocupados, diminuindo possíveis entreveros.
Apesar do grande pico de utilização dos brinquedos do condomínio ser exatamente em tempos de férias, é importante sempre lembrar que a manutenção é um ponto crucial. Com a exposição às intempéries, as peças de metal vão degenerando e a lubrificação das partes móveis se vai. Isso resulta claramente em dois problemas principais: os brinquedos não são mais seguros para as crianças e a durabilidade é comprometida.
Além dessas garantias físicas, é importante que se garanta outros fatores, como regras de utilização, penalidades caso ocorram transgressões graves, regras para acesso de colegas externos do condomínio e qualquer outra situação incomum. Sugerimos que não sejam esquecidos:

• Horário de utilização:
este é um tema polêmico, especialmente durante as férias. Os adolescentes, que muitas vezes fazem reuniões noturnas e são ignorados, não possuem um local adequado. Pode-se utilizar espaços que atendam de dia a um público e de noite outro, sempre com o intuito de entreter os dependentes dos condôminos, reduzir atritos e aumentar a qualidade de vida.

• Normas para utilização: especialmente se houver janelas e outros pontos de acesso, podem ocorrer acidentes. Por isso, é importante que o condomínio esteja preparado para arcar com eventuais problemas ou que os utilizadores estejam completamente cientes de que arcarão com reparos.

• Segurança: manter uma câmera do circuito interno na área, não só para garantir que ninguém invada o condomínio, mas também para que não haja injustiças. Especialmente lidando com crianças, muitas vezes pode haver erro em julgamento por depredação do patrimônio. Contradizer pode ser muito prejudicial. Uma prova inequívoca, como imagem de vídeo, acaba com discussões inúteis. Deixar claro que existem câmeras no local também ajuda a evitar brigas.
Existem algumas saídas criativas. Normalmente,  paga-se uma taxa para utilização do salão. É possível combinar previamente com os pais que possuem crianças uma taxa para que elas o utilizem. Só que é importante que a adesão seja de 100%. É  complicado manter uma criança fora do grupo. Caso uma unidade não aceite e, mesmo assim, utilize o ambiente, pode gerar desconfortos posteriores. Também não esqueça das regras para caso algum morador queira utilizar o espaço para uma festa particular.

Os playgrounds/parquinhos
Manter uma área externa não é simples e demanda um grande esforço na manutenção, que muitas vezes é esquecida nestes períodos letivos. Caso alguma criança se machuque, o condomínio poderá ser acionado judicialmente e ter prejuízos, não só financeiros, mas também em qualidade de vida para os envolvidos.
O primeiro ponto que deve ser observado pelo administrador é que todos equipamentos do parquinho sigam as normas da ABNT, a Associação Brasileira de Normas Técnicas. Isto quer dizer que mesmo que os equipamentos não apresentem ferrugem, parafusos soltos, ou madeira em mau estado de conservação, o administrador pode responder caso alguma das normas seja desrespeitada.

Quadras poliesportivas
O maior problema aqui é garantir que o espaço esteja em condições de uso, sem fissuras ou buracos. Os campos emborrachados ou com grama sintética devem ser inspecionados pelo zelador, confirmando que o piso não está solto. As traves e tabelas têm que estar pintadas e livres de ferrugem.
Especialmente em quadras de basquete deve-se atentar para a forma como a tabela está fixada, pois além do peso da bola, é comum que os jogadores acabem puxando os aros.

Áreas internas de lazer
Em tempos chuvosos, uma área de convivência interna, a qual seja permitida, supervisionada e com acesso controlado, é imprescindível.

Existem vários formatos sugeridos
• Brinquedoteca: um espaço para que as crianças tragam seus brinquedos e compartilhem o espaço. Algumas possuem tanto espaço quanto jogos e brinquedos mais simples. Este formato tem uma grande desvantagem: atende às crianças, mas adolescentes não, e esta mistura de idades muitas vezes não é das mais equilibradas.
• Salão de jogos: Quando equipada com jogos diversos, como pebolins, uma mesa para jogos de tabuleiro, mesa de ping-pong, entre outros, é uma opção que também promove a integração dos moradores do edifício, já que não restringe idade. Porém, neste caso, monitorar é importante, já que a ideia é promover a integração, não uma clubinho exclusivo de um grupo.
Uma sugestão é o isolamento acústico no ambiente. Dependendo da localização, o trabalho pode ser fácil e barato, mas acima de tudo garante conforto aos condôminos.

Manter a disciplina

Para evitar que ocorram surpresas, é interessante realizar rápidas reuniões com todos os pais ou responsáveis por crianças. Com isso, pode-se enfatizar os esforços que o condomínio está fazendo para aumentar a qualidade de vida delas e de todos os moradores, além de ser uma excelente ocasião para reforçar as regras e identificar quem poderá ser um potencial encrenqueiro.
Na atual conjuntura mundial, muitos pais se ressentem de não poder estar com os filhos e muitos tomam atitudes prejudiciais: permitem que os filhos cometam atos que afetam outros condôminos, não punem adequadamente, tendem a transferir a culpa da criança para a administração do condomínio, funcionários, etc.
Não é papel do administrador ser um psicólogo, orientar sobre como ou não devem ser educadas as crianças. Portanto, ele deve acompanhar de longe. A única situação admissível de intromissão, onde deve-se conversar direta e ativamente com os pais, é quando se identifica uma criança que esteja sofrendo bullying. Os pais devem ser avisados imediatamente.
Em situações extremas é importante manter a calma, nunca acusar, nunca comentar sobre a educação que a família dá e ouvir mais do que falar. Outra questão importantíssima e muito delicada é saber quando tratar de forma particular ou numa pequena reunião entre todos os envolvidos. Sempre que houver provas inequívocas que apenas os dependentes de uma unidade estão envolvidos na infração, a conversa pode ser particular. Caso haja qualquer sombra de dúvida, caso é tratado em reunião.
Um ponto crucial é garantir que os funcionários tenham uma relação harmoniosa com todos, especialmente com os pequenos. O bom relacionamento é desejável, mas não pode haver bagunça na área de trabalho. Da mesma forma deve-se punir de forma exemplar qualquer agressão ou brincadeiras de mal gosto contra funcionários. Novamente, as câmeras de segurança são grandes aliadas.
Outro problema é relativo ao administrador do edifício que tem filhos. Em primeiro lugar, é precisol ser justo e utilizar o mesmo conjunto de pesos e medidas para punir qualquer um dos envolvidos em todo tipo de problema. É importante que o síndico seja imparcial. Outro problema, secundário, é quando outros pais, ao serem encurralados por questões indiscutíveis, utilizam este tipo de fato como arma para conturbar reuniões.
Neste último caso, o mais interessante é manter a calma, ouvir tudo o que o individuo tem a dizer, voltando a debater os fatos de forma racional. Cuidado é  importante, pois esta estratégia pode dividir as reuniões, as tornando impraticáveis, especialmente se o administrador realmente favorece alguma parte.
Outra alternativa viável para melhoria da convivência entre adultos e crianças é a eleição de um síndico mirim com conselho e tudo mais. Isto é uma boa maneira de inserir a garotada no contexto de administração de um condomínio, aumentando o senso de responsabilidade dos pequenos. Muitas crianças veem o corpo administrativo como inimigo da diversão. A inversão dessa imagem diminui a indisciplina e melhora a relação com os pais. Problemas comuns como brigar com o síndico por causa de horário e de local para diversão podem acabar.
Este tipo de ação só funciona caso eles tenham realmente alguma importância e comecem a perceber que existe uma vontade de cooperação. Caso contrário, a brincadeira invariavelmente acaba. Ter uma reunião periódica, regada a diversão e quitutes, conversando e tentando realizar algumas das reivindicações, é a chave para o sucesso.
Nunca se esqueça de que mesmo com tudo em ordem, problemas ainda podem ocorrer, especialmente quando as crianças não estão sendo supervisionadas por adultos. No final das contas, este é um problema muito amplo. Com um pouco de paciência, bom senso e vontade, um formato estabelecido dura até que uma próxima geração de crianças venha habitar o edifício.


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