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SEGURANÇA

Como agir contra falsos policiais
Neste mês de Abril tivemos, lamentavelmente, mais um assalto ocorrido em condomínio, no qual uma quadrilha se fez passar por policiais federais, invadindo o prédio. O fato foi veiculado pela imprensa da seguinte forma: 
“Grupo finge ser da PF e faz arrastão em prédio de preso na Lava Jato.
Assaltantes vestidos como agentes da PF invadiram um prédio onde mora o empresário Ronan Maria Pinto em Santo André, no ABC, nesta quinta-feira (14). Dono do jornal “Diário do Grande ABC”, ele foi preso na 27ª fase da Operação Lava Jato. Não havia informação de presos pelo assalto desta quinta.”
Fonte: http://g1.globo.com/, de 17/04/2016.

Mais uma vez, percebemos que as quadrilhas estão utilizando os mais diversos pretextos  para entrarem, ardilosamente, nos condomínios. Elas se aproveitam de algumas falhas básicas no sistema de segurança para invadirem e cometerem seus atos delituosos, quer sejam nos apartamentos, quer sejam nas áreas comuns. Neste caso, especificamente, vimos que os criminosos fingiram ser policiais federais. Pelo menos, 10 homens com roupa de agentes da PF disseram a funcionários que fariam uma diligência no apartamento do empresário. Os assaltantes ameaçaram o porteiro de prisão, por obstrução da justiça, caso não abrisse o portão. Por isso, ele deixou a quadrilha entrar em dois carros de polícia falsos: um Freemont preto e um Citroën branco. 
Ao entrar no prédio, o grupo rendeu o porteiro e outros funcionários. Depois, rendeu um casal e entrou no apartamento deles, mas não levou nada. Após isso, aproveitou que um morador desceu para reclamar por não ter recebido seu jornal e o rendeu. 
Para tanto, é importante relembrar que as pessoas estranhas só entram no condomínio devidamente autorizadas pelos moradores. Isto diz respeito também aos policiais e devem ser observadas as formalidades legais para prisão ou outra diligência, exceto em ocorrências de crimes que estejam em situações flagrante delito, desastres iminentes e mandado judicial.
Portanto, o porteiro deverá sempre procurar certificar-se quem realmente é a pessoa querendo entrar no prédio. Para tanto, deverá  identificá-los, do lado externo do edifício, verificando suas identidades funcionais. Também é necessário descobrir se possuem mandado judicial ou se atendem realmente algum chamado de emergência, confirmando a solicitação com o condômino. Tudo antes de liberar a entrada. 
Em caso de dúvida, o porteiro tem que chamar o zelador, o síndico ou uma pessoa do Conselho de Condôminos, a fim de dirimir possíveis desacertos, não comprometer a segurança do condomínio ou mesmo, incorrer em crime de desobediência por obstruir o trabalho policial.
Caso a dúvida persista, funcionários e moradores deverão acionar a Polícia Militar, pelo telefone 190, para que uma viatura vá até o condomínio checar o que está sendo informado pelos supostos agentes públicos.   
Diante disto, fica claro sobre a importância de qualificar e orientar os funcionários e moradores, visto que somente com conhecimento é que se minimizariam ações deste tipo, nas quais ladrões se aproveitam da ingenuidade, da simplicidade e do despreparo dos colaboradores condominiais  para agirem e obterem sucesso contra os prédios.

José Elias de Godoy - Especialista de Segurança em 
Condomínios e autor dos livros 
“Manual de Segurança em Condomínios’’ e “Técnicas de
Segurança em Condomínios”. - elias@suat.com.br


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