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Voltar para a Home...   quarta-feira, 26 de julho de 2017
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SEGURANÇA

A portaria virtual como diminuição de custos no controle de acesso
Com o avanço da tecnologia, uma nova modalidade de serviço está sendo oferecida aos condomínios. Trata-se da portaria virtual. A portaria, virtual ou à distância, é a substituição da portaria presencial por um sistema de portaria remota, através da automatização do  condomínio com a instalação de câmeras IP, leitores biométricos,  central de gerenciamento de controle de acesso, interface de PABX, geradores, entre outros sistemas, tudo amarrado por meio de um software integrado, no qual é efetuado todo o atendimento ao morador, visitantes e prestadores de serviço como se estivesse presencialmente no prédio. A solução é indicada para condomínios de até 40 apartamentos. É um modelo interessante, o custo é bem menor, se comparado a uma portaria com posto 24 horas. Custo médio: R$ 6.500,00/mês, mais a implantação que fica em torno de R$ 45.000,00. Todo acompanhamento, seja de moradores, visitantes e entregas, é realizado à distância. A central de monitoramento fica localizada na empresa de segurança contratada, fora das dependências do condomínio. Porém, como tudo na vida, devemos avaliar seus pró e contras a saber:

Vantagens:
- Isolamento do agente, impossibilitando rendição em caso de assaltos e arrastões;
- Cadastro biométrico de funcionários domésticos com perfil individual de acesso;
- Drástica redução do custo com os serviços de portaria e segurança (economia entre  40% e 60%);
- Redução de custos com infraestrutura de apoio aos porteiros – refeitórios, rádios, armários, produtos higiênicos (o custo da portaria de uma torre varia em torno de R$ 15 mil por mês);
- Ausência de custos e preocupação com reclamações trabalhistas. 
Desvantagens:
- Os moradores devem ter ciência da responsabilidade, pois todos são responsáveis pelo condomínio e muitas das atividades dependerão exclusivamente dos condôminos;
- Um elo geralmente frágil nesse tipo de portaria é o sistema de comunicação, uma vez que é pela internet que a central remota se comunica com o condomínio;
- Existência de empresas amadoras no mercado que estão se aproveitando da oportunidade da falsa sensação de “distância” , para enganar contratantes. 
A direção do condomínio deverá ter muita cautela na escolha da empresa. Para tanto, deve atentar, no mínimo,  para o seguinte:
- Exija, no mínimo, 02 centrais de operação e monitoramento. Não acredite nos sites, visite a central da empresa contratada com frequência, sem qualquer aviso prévio;
- Exija, no mínimo, 08 agentes de operação registrados em CLT e na carteira profissional;
- Não contrate empresas que terceirizam o sistema de monitoramento e operação;
- Exija, no mínimo, gerador a combustível e nobreaks industriais;
- Exija base com local para treinamento de funcionários;
- Essa é a estrutura mínima para que o condomínio possa estar mais seguro, e em mãos  de profissionais capacitados e motivados.
E, por fim, em razão da complexidade do tema, o assunto deve ser discutido em assembleia. Porém, sua aprovação depende de quorum da maioria simples dos presentes.

José Elias de Godoy - Consultor de Segurança em Condomínios 
pela Suat e autor dos livros “Manual de Segurança em Condomínios’’ 
e “Técnicas de Segurança em Condomínios”. 
 elias@suat.com.br


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