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Voltar para a Home...   sábado, 23 de setembro de 2017
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JARDINAGEM

A manutenção dos jardins durante o inverno
Nos tempos atuais, onde vivemos em selvas de concreto cinza, nada como um bom jardim para embelezar o ambiente

Por maior competência que um administrador tenha, caso não cuide bem da aparência do edifício, invariavelmente, seus esforços serão em vão. Nos tempos atuais, onde vivemos em selvas de concreto cinza, nada como um bom jardim para embelezar o ambiente, que quando bem executado e planejado, pode disfarçar alguns defeitos aparentes, valorizando o espaço.
Neste inverno, um dos maiores desafios é manter o jardim em boas condições. As baixas temperaturas nem sempre são o grande problema, mas a seca e a baixa umidade, que normalmente ocorrem no estado de São Paulo, podem danificar as plantas, gerando gastos posteriores.
Com a queda da temperatura e a falta de chuvas, muitas plantas entram em um estado de dormência, diminuindo o metabolismo e o crescimento. Com isso, pragas se aproveitam.

Irrigação
O primeiro ponto de extrema importância é quebrar a questão da falta de água. Não é incomum o inverno paulistano passar 60 dias sem chuva, o que é um período bem longo para a maioria das plantas.
Assim, todas as plantas sofrem, especialmente porque cada espécie utilizada em jardins provem de locais deferentes do mundo e cada uma tem necessidades específicas. Porém, é seguro afirmar que devemos garantir duas regas por semana para termos um jardim e um gramado bem tratados o ano inteiro.
O ideal é que se realize estas regas durante a noite, para que não haja nenhuma forma de choque térmico (quando se joga água fria em uma planta quente), o que pode acontecer, mesmo no inverno, já que o sol aquece o ambiente.
O volume de água deve ser suficiente para molhar a terra, mas não para deixá-la encharcada. Este ponto é muito importante, pois, existe grande chance da planta morrer literalmente afogada. É essencial que o jardim possua um dreno, por onde todo o excesso de água sairá, o que facilita para que erros não sejam fatais.
Limpeza do gramado
A boa conservação não traz apenas bons resultados para as plantas domésticas, mas também para as ervas daninhas, que muitas vezes são muito mais resistentes que as plantas ornamentais e acabam tomando o espaço, ou ainda, se sobrepõem já que o gramado está em período de dormência.
Não existe muito segredo para controlar estas pragas: é necessário um serviço constante de controle, no qual o funcionário deve arrancar manualmente estas plantas indesejadas, preferencialmente retirando a raiz.
Após a retirada das ervas indesejadas, deve-se recolher folhas caídas e outros detritos. Existem formas de utilizar este material em uma pequena área de compostagem que irá estimular minhocas, que são extremamente benéficas ao jardim, sem, no entanto, atrair pragas urbanas, como baratas, ratos ou escorpiões.

Aeração da terra
Como a irrigação ocorre de forma contínua durante o inverno, alguns problemas causados pela água aparecerão. A compactação do solo é um problema grave que diminui muito a vida das plantas, dificultando que as raízes se disponham e funcionem da forma correta.
Este processo se dá basicamente, por uma escolha infeliz do material que compõe o solo do jardim e sua manutenção inadequada. Os pequenos grãos de terra, quando molhados, vão se unindo, formando torrões cada vez maiores.
Para se ter uma ideia da gravidade deste processo, via de regra, uma planta normal possui raízes do mesmo tamanho de sua parte que fica fora da terra. Como a raiz é o órgão responsável por absorver água e nutrientes, se ela é impedida de crescer dentro do solo, a planta também não consegue se desenvolver acima dele.
Por isso é importante para a saúde do solo que se realizem processos conhecidos como “furação”, no qual se realizam pequenas e profundas fendas, quebrando os grandes torrões de terra, facilitando a entrada da água e abrindo espaço para a refertilização.

Fertilização
Apesar das plantas exigirem menos em termos de qualidade do solo, no inverno, é importante manter a quantidade de nutrientes adequada. Esta é uma boa época para correções mais bruscas em termos de nutrientes e pH.
Uma das possibilidades econômicas é a utilização do período de “furação” de solo para adicionar adubos, fazer calagem (que torna a terra mais alcalina), fosfatagem, adição de compostos nitrogenados, ou correções que o agrônomo ou técnico julguem pertinentes.

Cuidados específicos
Existem milhares de plantas ornamentais e cada espécie provém de uma localidade diferente. Por isso, possuem necessidades distintas.
O inverno é a época ideal para a poda das roseiras (em regiões que ocorrem muitas geadas, aconselha-se que a poda seja feita no final do inverno, já nas regiões mais quentes, onde as geadas são mais raras, a poda pode ser feita no mês de junho ou julho). As podas incentivam o surgimento de novos brotos e aumentam a floração.
Os cactos e as plantas suculentas acumulam água para que sobrevivam em climas onde as chuvas são incomuns, portanto, devem ser tratadas de forma diferenciada. Regue, no máximo, a cada 10 dias, aguardando que a terra fique seca não apenas na camada mais superficial.
As orquídeas são plantas mais complicadas de serem mantidas. O vento é um inimigo importante, portanto se possível recolhe-las para ambiente interno ou estufa, melhor. Existem espécies resistentes a baixas temperaturas, um profissional poderá indicá-las.

 



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