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Voltar para a Home...   quarta-feira, 20 de setembro de 2017
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COMPORTAMENTO

A guarita não é dormitório
Se há todo um sistema para assegurar a integridade dos moradores, este projeto pode ser desperdiçado no caso de cochilo
Em um final de semana, fui visitar uma amiga em seu apartamento. Era mais ou menos 22 horas e estava chovendo. Estacionei o carro e corri até o portão do prédio para não me molhar muito. Para o meu azar, o porteiro estava dormindo. Toquei o interfone por um tempo, até ele acordar. Pior ainda, até o guardião da portaria saber o que estava acontecendo, eu já estava ensopado. Pelo menos, ele perguntou meu nome e o apartamento que iria. 
Situações como essa acontecem com mais frequência do que imaginamos. Passou das 22 horas, o movimento de entrada e saída de pessoas diminui, então, o porteiro acaba dormindo. A portaria é um local estratégico para a segurança do condomínio. O bandido tem muito mais facilidade para cometer os delitos nas situações em que porteiros dormem. Se há todo um sistema para assegurar a integridade dos moradores, este projeto pode ser desperdiçado no caso de cochilo.  
Um porteiro dorminhoco coloca em risco também os moradores que estão chegando ao prédio de carro ou a pé. Quanto mais tempo eles ficam fora, tentando acordar o porteiro com a campainha ou com a buzina, mais tempo um assaltante ou sequestrador terá para rendê-los. Em alguns casos de sequestro, o porteiro não vê nada por estar no terceiro sono. 
“Eu cansei de pegar o porteiro dormindo na guarita. Não foi uma, nem duas vezes. Toda vez que eu chego depois da meia noite é a mesma coisa. Ele sempre está dormindo”, reclamou uma moradora de um condomínio de Moema que não quis se identificar. “Eu já avisei pra ele, mas não adianta. Vou falar com o síndico qualquer noite. Caso eu chegue e o porteiro esteja dormindo, vou tocar na casa do síndico a hora que for. Alguém precisa tomar uma atitude disciplinar”, completou. 
Na hora de contratar um novo porteiro para o período da noite e madrugada, o síndico deve perguntar se o candidato à vaga tem outro emprego. O porteiro que trabalha durante o dia já chega cansado para o serviço, pois tem pouco tempo para dormir. “O funcionário só trabalha bem quando dorme. Se ele fica indo de um trabalho pra outro e passa a noite em claro, acaba dormindo sentado”, comentou Mário Santos, zelador de um edifício no bairro do Jabaquara.  
Mesmo os descansados podem cair no sono. Para evitar isso, o síndico deve ter algumas ideias criativas. Logo de início é preciso proibir a televisão dentro das guaritas. 
O zelador e o síndico devem sempre ficar de olho nos porteiros, fazendo uma vigilância revezada. “Sempre passo na portaria em horários diferentes para ver se ele está dormindo. O síndico também desce de vez em quando”, disse o zelador Mário Santos. “Com essa ronda, os porteiros ficam espertos e não dormem. Ficam com medo de serem pegos em flagrante”, completou. 
A guarita precisa ser bem arejada. Se o ambiente ficar abafado, o porteiro sente mais sono do que o normal. Por isso, é aconselhável ter um ventilador ou ar-condicionado para os dias de verão. A baixa luminosidade também causa sonolência.
O condomínio pode providenciar uma cafeteira elétrica na portaria. O café é um bom aliado contra o sono. Uma garrafa térmica com café também pode servir. O único problema seria o preparo da bebida. O zelador pode ficar responsável por trocar a garrafa periodicamente. 
Uma outra opção é colocar um aparelho, que precisa ser acionado no tempo em que o síndico decidir programá-lo. No caso de não apertar o botão, um despertador toca, acordando o porteiro. “É uma boa esse aparelho. Ele deixa o porteiro atento e se ele dormir, acorda com a campainha. Acho que vou passar esse dica para o síndico”, empolgou-se o zelador Mário Santos. 
Os moradores não podem ter dó. Eles precisam comunicar o síndico ou o zelador sobre as atitudes recorrentes. O condômino deve entender que sua própria segurança está risco. 



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